
David Schwimmer na Revista Claudia

Ele
não segue o protótipo do gala. É meio desengonçado e as vezes ate parece com
aquele irmão ou primo que a gente não vê como homem, mas acha divertido. Ou ,
pior, engraçadinho. Por fazer esse tipo, digamos, singular, David Schwimmer foi
o único ator convidado para fazer o seriado Friends. O ator foi escolhido sem
ter que passar por testes e o personagem foi escrito para ele ou,
mais especificamente, por conta da sua voz engraçada.
Filho de dois advogados ( sua
mãe trabalhou em divorcio de famosos, entre eles Elizabeth Taylor), nasceu em
Nova York e
cresceu em Los Angeles. Durante a infância - que ironia – foi proibido de
assistir televisão e acabou desenvolvendo um gosto para leitura desde cedo. A
Tv só estava liberada sábado a noite, “quando o melhor que se podia fazer
era ver m episódio duplo de O barco do amor”.
David foi uma criança
gordinha e meio atrapalhada, aquela a quem os colegas preferem não dar muita
bola. “Na minha escola ( a Beverly Hills High School), era norma os garotos
ganharem BMWs novinhos quando faziam 16anos”, conta. “Eu dirigia um carro
marrom com quase dez anos de uso.” Na mesma época, entrou para um curso de
teatro do colégio e seu primeiro papel foi uma fada-madrinha numa adaptação
de “Cinderela”. Nada bom para sua reputação , que já não das mais altas,
mas serviu para descobrir o que queria da vida e, aos 17anos,
foi para Chicago fazer faculdade de teatro.
Em 1988, já formado e
apaixonado pelo palco, fundou uma companhia de teatro chamada Lookingglass e
passou a se dividir entre peças em Chicago e testes em Los Angeles. Conseguiu
participar de alguns filmes e seriados ( fez até uma ponta em um episódio de
Anos Incríveis) , mas so foi chamar a atenção como o neurótico Ross, de
Friends. Em “Seis dias sete noites”, seu penúltimo trabalho no cinema,
interpretou um personagem com as mesmas características que seu personagem
televisivo e, não por mera coincidência, foi a primeira vez que o publico
gostou de vê-lo na telona. Em o “Aprendiz”, encontrou uma maneira de ser
bom sem ser o Ross.
O ator é uma espécie de Brad
Pitt cover. É só o Brad namorar alguém na vida real que o David namora na
tela. Já aconteceu duas vezes: com Gwyneth Paltrow (seu par romântico em
“O primeiro amor de um homem” o primeiro filme depois do sucesso de
Friends) e com Jennifer Aniston ( que interpreta Rachel, a “friend”com quem
seu personagem tem um relacionamento meio conturbado – alias, assunto
preferido dos fan da serie). Na vida real, está namorando a atriz israelense
Mili Avital, sua parceira em “Kissing a Fool” (fracasso nos EUA, sem previsões
de chegada no Brasil). Tímido, fala que suas paixões sempre foram devastadoras,
mas nunca deve coragem de se aproximar das mulheres. Aos 32 anos, admite que
pode estar melhorando nesse sentido: “Porque estou mais seguro”.
Quem olha ele pela primeira vez tem o impulso de abraçar (a colega de elenco Courteney Cox diz que dá vontade de tomar conta). À segunda vista, já inspira um vinho e um otimo papo e, olhando mais fundo, parece o homem certo para levar ao altar. Certamente as garotas que o desprezaram na escola estão se mordendo de arrependimento.